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Numa prova de que a crise econômica tem vítimas seletivas, nos últimos meses modelos relativamente caros, ou pelo menos distantes do patamar “de entrada” (entre eles, Honda HR-V e Jeep Renegade), vêm obtendo bons resultados nas vendas. Talvez o caso mais impressionante seja o do Toyota Corolla.

Sem novidades este ano, com preços de R$ 69.690 (GLi manual) a R$ 100.990 (Altis), o sedã da marca japonesa chegou à metade de julho ocupando a sexta posição no ranking de vendas da Fenabrave (associação das revendas), com mais emplacamentos (3.038, verificados nesta quinta, dia 16) que Volkswagen Fox, Renault Sandero, Fiat Uno, Chevrolet Prisma, Fiat Siena, Hyundai HB20S e Volkswagen up!, que vão do 7º ao 13º lugares.

O Renegade, cujos preços têm amplitude semelhante aos do Corolla, é o primeiro carro de valor mais elevado a aparecer no ranking da Fenabrave depois do Toyota. Ele ocupa a posição de nº 14.

Fonte: Fenabrave

As vendas do Corolla não cresceram. No final de julho de 2014 ele cravou 6.128 emplacamentos, e tudo indica que chegará ao final de julho de 2015 com um total semelhante.

No entanto, um ano atrás Uno, Siena, Prisma, Fox e up!, nesta ordem, estavam todos à frente do sedã da Toyota (Sandero e HB20S já haviam sido superados). O compacto da Fiat obteve 9.613 vendas no mês cheio; agora tem 2.589, o que indica um julho de pouco mais de 5.200 emplacamentos.

A conclusão parece óbvia: a crise afeta mais os potenciais compradores de carros de entrada e compactos, temerosos de gastar suas economias e com maior dificuldade para obter crédito. E quem tem bala na agulha aproveita para negociar preços melhores na compra de carros mais top. Não à toa, Audi, BMW e Mercedes seguem rindo à toa este ano.

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