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A onda de terror do Estado Islâmico (EI) atingiu uma montadora de veículos. Não por meio de um ataque — muito pelo contrário, aliás.

A japonesa Toyota está sob fogo cerrado de oficiais do governo dos Estados Unidos devido ao grande número de veículos da marca que aparecem em vídeos e fotos de propaganda do EI. Utilitários como Hilux e Land Cruiser predominam em cenas de deslocamento de militantes do grupo. Alguns veículos são adaptados para carregar na caçamba armas como metralhadoras de grosso calibre e artilharia antiaérea.

Picape da Toyota carregando arma pesada participa de comboio do EI

O ex-embaixador americano nas Nações Unidas, Mark Wallace, disse à ABC News que “em quase todos os vídeos do EI eles mostram uma frota, um comboio de veículos da Toyota, e isso nos preocupa muito”. SUVs e picapes de outras marcas asiáticas (como Mitsubishi e Isuzu) também costumam aparecer nessas imagens.

Na verdade, o uso desse tipo de veículo por militantes não é novidade no Oriente Médio e em outras regiões conflagradas em que estradas costumam ser ruins ou simplesmente não existir. O Taleban, por exemplo, também fazia comboios militares no Afeganistão com SUVs e picapes de marcas conhecidas. Na África, em países como Sudão, Somália, Mali e outros, também é comum notar o uso de utilitários como veículo paramilitar.

Mercenários do Chade (África) usam frota de Toyota Land Cruiser
A Toyota também parece ser a marca favorita de forças armadas e policiais de vários países turbulentos — o que explicaria, ao menos em parte, a popularidade de seus carros entre os adversários dessas mesmas forças. 

FABRICANTE SE DEFENDE
O site americano Autoblog questionou a Toyota especificamente sobre o EI, e recebeu a seguinte resposta da montadora japonesa:

“Temos uma política estrita de não vender veículos a potenciais compradores que possam usá-los ou modificá-los para atividades paramilitares ou terroristas. Temos procedimentos e compromissos contratuais que ajudam a prevenir que nossos produtos sejam desviados para uso militar não-autorizado. De qualquer modo, é impossível para qualquer montadora controlar os canais indiretos ou ilegais através dos quais nossos veículos podem ser tomados, roubados ou revendidos por terceiros. Estamos totalmente comprometidos com as leis e regulamentos de cada país ou região em que operamos, e requeremos o mesmo de nossos revendedores e distribuidores. Apoiamos o Departamento do Tesouro em seu amplo inquérito sobre as cadeias de suprimentos e os fluxos de dinheiro e bens para o Oriente Médio.”

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